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Biotina: Benefícios Para A Pele, Unhas, Cabelos E Muito Mais

25 agosto 2021
Biotina: Benefícios Para A Pele, Unhas, Cabelos E Muito Mais
Postado por Mateus Kurek Pagliosa
Biotina Benefícios Para A Pele, Unhas, Cabelos E Muito Mais

A biotina (vitamina B7) é um nutriente essencial para funções metabólicas, nervosas, tireoidianas, digestivas e cardiovasculares, que otimiza a síntese de proteínas, em especial a queratina, a qual beneficia a pele, cabelos e unhas.

Confira os principais benefícios proporcionados pela biotina, os riscos de sua deficiência e uma lista especial com boas opções de alimentos para obter esta vitamina!

O Que É A Biotina?

O Que É A Biotina

A biotina é uma vitamina solúvel em água, que participa do metabolismo de gorduras, aminoácidos e glicose, transformando-os em energia útil para o funcionamento físico e mental do organismo. Além disso, é considerada um nutriente especial para a manutenção da beleza, que cumpre papéis importantes para a pele, unhas e cabelos.

A biotina tornou-se conhecida em função de seus benefícios voltados para o autocuidado. Por isso, está presente na composição de diversos produtos, como loções para a pele, shampoos e, até mesmo, suplementos. No entanto, as opções mais seguras são livres de toxinas e compostos sintéticos, como derivados do petróleo, infelizmente comuns em uma grande variedade de cosméticos.

Pertencente ao complexo de vitaminas B, a vitamina B7 (ou biotina) também apoia o funcionamento nervoso, cerebral, tireoidiano, digestivo e cardiovascular. Vale lembrar que suplementos ou alimentos que contenham este grupo de vitaminas, como abacate, couve flor, cogumelos, nozes, cenoura, levedura nutricional, queijos, leite, manteiga, carnes Grass Fed e gemas de ovos são boas maneiras de obter este grupo de nutrientes indispensáveis.

A biotina pode ser encontrada nos alimentos na forma livre, em vegetais, e ligada a proteínas, como é o caso dos alimentos de origem animal. Apesar de sua forma livre ser absorvida com mais facilidade pelo corpo, ambas são úteis para o organismo.

Por meio dos alimentos, dificilmente problemas relacionados à alta ingestão de biotina ocorrerão, visto que trata-se de uma vitamina hidrossolúvel que tem suas quantidades excessivas excretadas naturalmente pela urina. No entanto, as reações adversas esperadas em casos de altas dosagens – por meio de uma suplementação desprovida de correta orientação, por exemplo –, podem envolver dores de estômago, erupções cutâneas, redução dos níveis das vitaminas B6 e C, e elevação dos níveis de açúcar no sangue.

Problemas Relacionados À Falta De Biotina

Problemas Relacionados À Falta De Biotina

A maioria das pessoas pode atingir a ingestão diária recomendada de biotina através de uma dieta balanceada. No entanto, sua deficiência pode ocorrer devido ao uso prolongado de álcool, cigarro, antibióticos e determinados anticonvulsivantes, bem como por problemas de má absorção intestinal, distúrbios digestivos e ao longo do período de gravidez e lactação.

Um fato curioso é que a vitamina B7 está presente somente na gema do ovo, sendo que a clara de ovo consumida em excesso pode ser um dos fatores da deficiência deste nutriente.

Alguns dos principais sintomas relacionados à carência de biotina incluem:

  • Pele seca e irritada
  • Erupção cutânea
  • Unhas quebradiças
  • Vermelhidão ao redor da boca, nariz, olhos e períneo
  • Conjuntivite
  • Cabelos quebradiços
  • Queda de cabelo
  • Baixa energia
  • Fadiga crônica
  • Distúrbios digestivos e intestinais
  • Problemas neurológicos, incluindo depressão, letargia e alucinações

Benefícios Relacionados À Biotina

Benefícios Relacionados À Biotina

Biotina e metabolismo

Assim como outras vitaminas do complexo B, a biotina favorece a conversão de alimentos em energia, beneficiando o metabolismo. Especificamente, ela atua como uma coenzima e na regulação da expressão gênica necessárias para o bom desempenho metabólico.

Isso inclui a conversão de macronutrientes em energia útil, ou seja, o melhor uso de carboidratos, aminoácidos e ácidos graxos, afetando diretamente diversas funções do corpo e da mente.

É válido mencionar que a biotina tem papel importante no metabolismo e uso da glicose, o que é particularmente útil para diminuir riscos de problemas como resistência à insulina, diabetes tipo 2 e até mesmo síndrome metabólica. Isso acontece porque ela auxilia a regulação da expressão de enzimas ligadas à produção de glicose no fígado, além de beneficiar a atividade da insulina.

Biotina e saúde da pele, unhas e cabelo

A biotina contribui significativamente com a manutenção da pele, unhas e cabelos, pois é uma vitamina que auxilia a síntese de enzimas e proteínas como a queratina, que está envolvida diretamente com estes aspectos da saúde.

A queratina é uma proteína composta por 15 aminoácidos, dentre eles a cisteína, que compõe, protege e dá resistência para a pele, cabelo e unhas. No entanto, é importante saber que outros nutrientes, como zinco e selênio, também são necessários para estes propósitos.

Devido a esta característica, a biotina pode ajudar a proteger a pele da acne, infecções, erupções cutâneas, secura e rachaduras. No entanto, sua maior eficiência é verificada quando ingerida por meio de suplementos ou alimentos, ainda que a aplicação tópica de cosméticos também possa proporcionar benefícios.

Segundo um estudo sobre o uso da biotina a favor da saúde cutânea, o tratamento com esta vitamina (que pode ser combinada com retinoides) pode ser útil no tratamento da acne, contribuindo para o controle da descamação e da irritação.

Um estudo avaliou os efeitos de 2,5 mg/dia de biotina por períodos de 6 a 15 meses em 22 mulheres com unhas quebradiças ou moles e 10 voluntários saudáveis. Em 8 pacientes com unhas quebradiças, cujas amostras de unha foram obtidas imediatamente antes e após a suplementação de biotina, a espessura da unha aumentou 25%. Em 14 pacientes com unhas quebradiças, cujas amostras de unha foram obtidas entre 2 e 4 meses após o início do tratamento e entre 1 e 4 meses após o término do tratamento, a espessura da unha aumentou 7%.

Outro estudo sobre a resistência das unhas observou que de 45 pacientes com unhas finas e quebradiças, 41 obtiveram unhas mais firmes e duras utilizando 2,5 mg por dia de biotina durante uma média de 5,5 meses.

No entanto, existem estudos que sugerem que, em casos de causas adquiridas e hereditárias de deficiência de biotina, bem como em patologias, como a síndrome das unhas quebradiças ou cabelos não penteados, a suplementação de biotina pode ser benéfica, mas indicam que em outros casos, esta eficiência pode ser limitada.

Biotina, crescimento e desenvolvimento

A biotina e as demais vitaminas do complexo B também ajudam na proliferação celular e crescimento e reparo de outros tecidos do corpo além da pele, como músculos e articulações. Além disso, também auxiliam o controle da inflamação que pode afetar articulações e causar dores e dificuldades de mobilidade.

Vale destacar que estas funções são cruciais para o desenvolvimento de fetos e bebês, um dos motivos pelos quais a deficiência deste grupo de vitaminas – em especial durante a gravidez – pode ocasionar danos como má formação e retardo de crescimento.

Biotina e saúde cardiovascular

O controle da inflamação favorecido pela biotina também traz benefícios para a saúde cardiovascular, pois sua atuação no organismo ajuda na prevenção do acúmulo de placas nas artérias, derrames e ataques cardíacos.

Junto com o cromo, também beneficia o controle do colesterol. Estudos mostraram que juntos, estes dois nutrientes foram capazes de elevar os níveis do colesterol HDL (“bom”) e reduzir os níveis de triglicerídeos e colesterol LDL (“ruim”).

Biotina e função cerebral

A biotina atua na sinalização nervosa e na atividade de neurotransmissores. Desta forma, junto com outras vitaminas do complexo B, favorece a saúde cognitiva e a proteção contra distúrbios neurodegenerativos, como demência e Alzheimer. Além disso, também participa da produção de hormônios ligados a benefícios psicológicos e capazes de elevar o nível de concentração.

Biotina e função tireoidiana e adrenal

Assim como as demais vitaminas do complexo B, a biotina atua na regulação da atividade da tireoide e ajuda na prevenção de casos de fadiga adrenal. Portanto, sua deficiência pode prejudicar a função tireoidiana, e, consequentemente, resultar em sintomas como má qualidade do sono, oscilações de humor, queda de energia, fadiga, e muitos outros.

Já o excesso de biotina pode prejudicar a precisão de exames laboratoriais da tireoide e função endócrina, representando um risco para a segurança de pacientes que necessitam de tais avaliações.

Estudos reforçam que a interferência da biotina é particularmente perigosa para pacientes em situações de emergência que não sabem que estão tomando altas doses de biotina ou quando o médico não tem ciência de que o paciente está tomando altas doses.

Este é outro bom motivo para que sua suplementação seja orientada por profissional da saúde habilitado.

Considerações Finais

A biotina, presente em diversos alimentos vegetais e animais, é um importante nutriente para o metabolismo, saúde da pele, cabelo, unhas e tecidos, e para o bom funcionamento digestivo, tireoidiano, cerebral e cardiovascular. Embora raramente seu excesso seja verificado, é preferível que sua suplementação seja orientada tecnicamente. Já a deficiência desta vitamina compromete, naturalmente, uma série de funções cruciais para o equilíbrio do organismo, resultando em fadiga, declínio cognitivo, problemas na tireoide, queda de cabelo, problemas de pele, entre outros.

Leia mais artigos sobre nutrientes essenciais para o equilíbrio da saúde aqui no nosso blog!

Até a próxima!

Referências:

https://draxe.com/nutrition/biotin-benefits/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16677798/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6103391/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5951654/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4757853/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31638351/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2273113/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2648686/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5582478/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554493/

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