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Fortaleça seu intestino com enzimas digestivas

1 outubro 2018
Fortaleça seu intestino com enzimas digestivas
Postado por Everton Souza

Quando você está fazendo a dieta Bulletproof, você ingere vitaminas e minerais que são muito bons para seu organismo, além de gorduras, proteínas e vegetais ricos em nutrientes. Entretanto, se as enzimas digestivas do seu corpo não estiverem funcionando adequadamente, você pode perder os principais benefícios desta dieta.

As enzimas digestivas atuam na quebra dos alimentos ingeridos, transformando-os em energia para o corpo. Inchaço, má absorção ou dificuldade de entrar em uma nova dieta podem ser sinais de que suas enzimas não estão funcionando bem.

Matt Gallant e Wade Lightheart, fundadores da empresa de suplementos BiOptimizers, discutiram sobre este tema em um episódio recente do podcast Bulletproof Radio. Acesse clicando aqui.

No episódio, eles relatam suas experiências com a ingestão de enzimas digestivas. “Durante 90 dias nós experimentamos várias delas, e sentimos uma grande transformação”, diz Gallant. “Nós dois ganhamos músculos, perdemos gordura, nossa pele melhorou, o funcionamento do cérebro também, e nossa conclusão foi que sim, as enzimas funcionam!”.

As enzimas digestivas estão cada vez mais presentes nos suplementos alimentares. No entanto, com tantas marcas nas prateleiras, é difícil saber por onde começar.

Este artigo tem a intenção de servir como um pequeno guia sobre o tema. Nos próximos parágrafos, você vai entender o que são as enzimas digestivas, para que servem, quando ajudam e o que devemos exatamente buscar.

O que são as enzimas digestivas?

As enzimas são proteínas produzidas pelo corpo, responsáveis por determinadas reações químicas. Órgãos como o pâncreas, o estômago e o intestino delgado, assim como as glândulas salivares, liberam estas enzimas, que têm como função principal quebrar os alimentos e transformá-los em nutrientes. As enzimas também protegem o intestino contra compostos inflamatórios, como a lectina.

Cada enzima trabalha na decomposição de diferentes substâncias da dieta, tais como aminoácidos ou açúcares.

Por exemplo: a enzima lactase é necessária para digerir a lactose. Como a maioria dos adultos não produz mais a lactase, consequentemente muitos não conseguem digerir bem os laticínios.

Quais fatores prejudicam a produção de enzimas digestivas?

Se seu corpo não estiver produzindo adequadamente as enzimas digestivas, nem mesmo a melhor alimentação do mundo poderá garantir sua saúde.

Problemas no pâncreas, danos na borda intestinal ou condições digestivas graves (como doença celíaca ou de Crohn) podem prejudicar a produção de enzimas.

Uma baixa produção de enzimas pode ocasionar problemas diversos, tais como síndrome do intestino permeável, supercrescimento bacteriano, intolerâncias alimentares, inflamações intestinais, baixa acidez estomacal, dentre outros.

É importante saber que à medida que nosso corpo envelhece naturalmente a produção de enzimas digestivas se torna mais lenta. No entanto, de acordo com Tim Gerstmar, médico naturopata de Seattle, especialista em saúde digestiva e autoimune, a maior parte das pessoas está com uma baixa produção de enzimas digestivas por outro motivo – o estresse.

O estresse elevado acelera a digestão e coloca seu organismo em um estado de “lutar ou fugir” – estado que reduz a energia disponível para a digestão – isso leva a uma baixa produção de enzimas digestivas e a uma dificuldade de digestão completa das refeições. Consequentemente, há uma má absorção de nutrientes.

Os principais sintomas da baixa contagem de enzimas digestivas são:

  • Presença de alimentos não digeridos nas fezes;
  • Esteatorréia (presença de gordura nas fezes);
  • Diarréia ou constipação;
  • Gases e inchaço;
  • Perda de peso não intencional;
  • Sintomas de desnutrição
  • A baixa produção de enzimas gera uma sensação semelhante à de quando comemos muita pizza ou de quando nos alimentamos com algum alimento ao qual temos intolerância.

Mesmo que estejamos nos alimentando bem e balanceadamente, quando há baixa produção de enzimas, a sensação é a de haver dificuldade para a digestão.

As deficiências enzimáticas podem ser difíceis de diagnosticar, uma vez seus sintomas são bastante genéricos. Esses sinais comumente são mal-diagnosticados ou confundidos.

Embora o teste direto dos níveis de enzimas possa ser útil para o diagnóstico, recomenda-se fazer testes de fezes para chegar a uma confirmação. Os testes de fezes podem mostrar um quadro mais abrangente, além de outros fatores digestivos, como supercrescimento bacteriano ou fúngico, inflamação intestinal, digestão ou infecção parasitária.

As enzimas digestivas são a resposta?

Um bom primeiro passo para quem está sofrendo com a baixa produção de enzimas digestivas é aderir à dieta Bulletproof, pois ela ajuda a curar o intestino, reduzir inflamações e controlar o estresse. A dieta Bulletproof prioriza vegetais orgânicos crus, que contêm enzimas naturais, e prevê a redução do consumo de alguns inibidores enzimáticos, como grãos e legumes.

Mudanças drásticas de dieta podem alterar a produção enzimática, por isso é bom conhecer seu organismo para suplementar essas enzimas, e assim, suavizar as dificuldades.

As enzimas podem ajudar em situações de emergência, por exemplo, quando você ingere algum alimento ao qual tem intolerância. Elas também atuam quando há problemas de digestão para grupos alimentares completos.

Escolhendo as enzimas certas

Com tantas marcas de enzimas disponíveis no mercado, é difícil saber qual escolher, e na verdade não há uma resposta única para esta questão, pois cada organismo funciona de uma forma. No entanto, pode-se começar evitando substâncias artificiais e pensando se as cápsulas vegetarianas são prioridade ou não em seu estilo de vida.

Suplementos enzimáticos podem ser divididos em três categorias: animal, vegetal e fúngico. Gerstmar recomenda mais frequentemente para seus pacientes as enzimas de origem fúngica, pois são acessíveis e têm ampla atuação. No entanto, estas podem ter efeitos adversos em pessoas com alguma sensibilidade a fungos.

Enzimas animais são potentes e muito semelhantes às nossas próprias enzimas, mas tendem a ser mais caras e menos estáveis, e podem ser difíceis para pessoas com sistemas imunológicos mais sensíveis.

Finalmente, as enzimas à base de plantas (tal como a bromelaína ou a papaína) tendem a ser mais limitadas e menos potentes, mas são opções acessíveis e de longa duração.

Os suplementos podem ajudar bastante quando as enzimas gerais do corpo estão em nível baixo. Enzimas específicas servem para finalidade específicas, por isso, identificar quais alimentos você tem dificuldade para digerir é um passo importante na decisão sobre qual enzima buscar.

Abaixo, está uma breve lista de algumas enzimas digestivas e quais alimentos elas ajudam a digerir.

  • Celulase: plantas ricas em fibras
  • Lipase: gorduras e óleos
  • Protease: proteínas
  • Peptidase: certas proteínas, como glúten ou caseína
  • Alfa-galactosidase: amidos das leguminosas
  • Pectinase: pectina das frutas
  • Amilase: amidos
  • Glucoamilase: maltose
  • Invertase: sacarose
  • Lactase: laticínios

Se você começar a consumir algum tipo de suplemento, recomenda-se experimenta-lo de 3 a 5 dias, para ver como afeta sua digestão. Normalmente ele deve ser consumido antes das refeições.

“De um modo geral,” diz Gerstmar, “o que você come leva 24 horas para passar por você”, portanto, você deve começar a notar melhoras logo, caso contrário deve reavaliar o uso.

Por fim, é importante ter em mente que nem sempre o suplemento é a única solução. “O maior fator que afeta a má digestão é comer muito e de maneira muito rápida”, alerta. Desta forma, você já está preparando uma má digestão.

As enzimas digestivas são uma ferramenta poderosa, mas é preciso lembrar que a melhor solução é identificar a raiz do problema.

Fonte: Bulletproof Blog

 

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4 comentários sobre “Fortaleça seu intestino com enzimas digestivas

  1. Mais essas enzimas contem glúten, e dai como que faz?

    1. Olá Camila,

      A Enzima de Plantas Now Foods realmente não contém glúten nos ingredientes, porém pode conter traços de glúten, pois é processada em uma fábrica que também processa produtos com glúten. Mesmo sendo em ambientes diferentes, e máquinas diferentes, pode haver resquícios de contaminação cruzada, e quando isso ocorre a legislação brasileira exige que coloquemos o aviso de “Contém Glúten”.

      Abraços.

  2. Gostei deste post, muito enriquecedor e informativo. Pretendo usa lo em minhas postagens como fonte de informação, sempre sitando o post como link original. Obrigado. Parabéns.

    1. Olá Santos,

      Ficamos felizes que tenhas gostado do nosso post, e gradecemos pelo feedback! 🙂

      Abraços querido.

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