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O Que São E Para Quê Servem Os Minerais?

30 agosto 2021
O Que São E Para Quê Servem Os Minerais?
Postado por Mateus Kurek Pagliosa
Mesa com diversos alimentos que são fonte de minerais

Os minerais são elementos inorgânicos presentes nos solos e nas águas e, destes meios, são transferidos para os alimentos.

Para a saúde humana, os alimentos em sua forma natural são as principais fontes destes micronutrientes e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 18 minerais são indispensáveis para a saúde.

Tratam-se de micronutrientes vitais, que representam cerca de 5% da composição do corpo e desempenham papéis importantes para o metabolismo, desenvolvimento e manutenção dos ossos, funcionamento do cérebro, função celular e muito mais. No entanto, não são elementos sintetizados naturalmente pelo organismo, e precisam ser ingeridos por meio de alimentos ou suplementos – preferencialmente naturais.

Detalhando Os Minerais

Tigela com grãos que são fonte de minerais

Minerais Quelados E Minerais Inorgânicos

No dia a dia, acabamos ingerindo minerais em suas formas inorgânica e quelada.

Quando obtidos na forma inorgânica, seu proveito para o organismo é reduzido, pois são mais suscetíveis a interações com outros nutrientes. Já os minerais quelados apresentam maior biodisponibilidade. Ou seja, os minerais quelados são melhor aproveitados pelo organismo.

A quelação é um processo natural, em que minerais se ligam a agentes quelantes (como aminoácidos, peptídeos e polissacarídeos complexos) para formar complexos hidrossolúveis, com maior solubilidade, estabilidade e disponibilidade biológica. Na forma quelada, os minerais evitam reações com outras substâncias que reduziriam suas concentrações e, consequentemente, seus benefícios.

Devido a esta característica, suplementos naturais vêm tendo em suas fórmulas minerais em sua forma quelada, a fim de otimizar benefícios, garantir uma dosagem adequada e evitar efeitos colaterais.

Macrominerais E Microminerais

Para a saúde, cada mineral é necessário em quantidades diferentes e possui funcionalidades específicas no organismo.

Desta forma, os minerais são divididos em dois grupos: os macrominerais e os microminerais. Entre os macrominerais, aqueles que precisamos em maiores quantidades (mais que 100 mg por dia), estão:

Cálcio: Necessário para a saúde dos ossos e dentes, contração muscular, atividade enzimática e saúde cardíaca. Pode ser encontrado em alimentos como couve, algas marinhas, laticínios, sardinhas e amêndoas.

Potássio: Usado para a contração muscular, funcionamento do coração, transmissão de impulsos nervosos e atividades enzimáticas. Presente em alimentos como o abacate, banana, espinafre, batata doce, ervilhas e peixes.

Enxofre: Está presente em todas as células e contribui com reações metabólicas, formação de aminoácidos e vitaminas do complexo B, além de beneficiar a saúde estrutural, incluindo manutenção da pele, unhas, cabelos, articulações e ossos. Pode ser obtido a partir de queijos, carnes bovina, de aves e peixes, brócolis, aspargos, agrião, sementes de abóbora e castanha-de-caju.

Fósforo: Está envolvido com muitas atividades celulares, beneficia os níveis de energia do corpo, saúde óssea, funcionamento dos músculos e nervos, equilíbrio hormonal, fertilidade e eliminação de toxinas do corpo. Está presente em alimentos como feijão, sementes, levedura nutricional, carnes, ovos caipiras e laticínios.

Silício: Contribui com a produção de energia celular e a formação do colágeno e elastina, o que beneficia a manutenção dos tecidos conjuntivos. Alimentos como aveia, uva, cenoura, lentilha são boas fontes deste mineral.

Sódio: Cumpre papel importante na contração muscular, regulação da pressão arterial, funcionamento do sistema nervoso, controle do volume de sangue e equilíbrio hídrico do corpo. Boas fontes alimentares incluem sal integral e algas marinhas.

Magnésio: participa de mais de 300 reações do corpo, entre elas o metabolismo da glicose, produção de energia, síntese de proteínas, divisão celular, regulação hormonal e imunológica e saúde do coração. Pode ser obtido por meio de alimentos como espinafre, abacate, leguminosas e sementes de abóbora.

 

Já entre os microminerais importantes para a saúde, também denominados minerais-traço, estão:

Boro: Contribui com a saúde óssea, produção hormonal, funcionamento cerebral e sistema imunológico. Está presente em alimentos como a canela, abacate, brócolis, feijões, laranja.

Cromo: Atua na regulação dos níveis de açúcar no sangue e do colesterol, beneficia a saúde do coração e do cérebro e pode contribuir com o controle de peso. Boas fontes alimentares incluem brócolis, uva, batata, alho, maçã, leguminosas, ovos, carnes e laticínios.

Cobre: Participa de reações enzimáticas, otimiza o uso do ferro e do oxigênio no corpo, beneficia os níveis de energia, favorece a imunidade e contribui com o sistema nervoso. Pode ser obtido por meio do cacau, grão de bico, abacate, couve e sementes de girassol.

Ferro: Está envolvido no transporte de oxigênio, sustentação dos níveis de energia, regulação do crescimento e funções imunológicas e cognitivas. Presente em alimentos como bife de fígado e carnes, ostras, cacau, sementes de abóbora, spirulina, ora-pro-nóbis e beterraba.

Iodo: Imprescindível para a produção de hormônios da tireoide e, portanto, diretamente ligado com o crescimento e desenvolvimento, e regulação do metabolismo. Encontrado em algas marinhas como kelp, peixes, ostras, sal integral, feijão e ovos caipiras.

Cloro: Necessário em suas forma combinadas com outros elementos, como cloreto de sódio, cloreto de magnésio e cloreto de potássio. É um eletrólito importante que contribui com o equilíbrio de líquidos no organismo, favorece o sistema nervoso, a regulação do pH sanguíneo e a eliminação de toxinas. Está presente em alimentos como sal de cozinha e algas.

Molibdênio: Está ligado com a atividade enzimática, assimilação de macronutrientes e eliminação de toxinas. Pode ser obtido através do consumo de lentilha, ervilha, feijões, laticínios, aveia, tomate e folhas verde-escuras.

Selênio: Defende o organismo de agressões causadas por radicais livres, combate inflamações, favorece a manutenção do metabolismo, da saúde cardíaca e da tireoide. Boas fontes incluem castanha-do-Pará, atum, cogumelos, alho, sementes de girassol e aveia.

Zinco: Beneficia a ação de enzimas e o metabolismo, é necessário para processos de divisão celular e síntese de proteínas, otimiza o fluxo sanguíneo, contribui com a imunidade e combate a radicais livres. Presente em alimentos como grão de bico, sementes de abóbora, lentilha, abacate e carnes de animais criados soltos.

Manganês: Participa de atividades enzimáticas envolvidas no metabolismo de carboidratos, colesterol e proteínas, eliminação de radicais livres, funcionamento do cérebro e do sistema imunológico, e formação dos ossos. Pode ser obtido por meio de alimentos como feijões, proteína de semente de abóbora, pimenta preta, nozes, arroz integral e ervas como chá verde e erva doce.

A Importância Dos Minerais Para A Hidratação

Minerais e hidratação, uma mulher bebendo um copo de água

Mesmo bebendo água, o corpo corre o risco de sofrer com a desidratação devido à pouca presença de minerais específicos: os eletrólitos.

A carência nutricional ou a eliminação excessiva de minerais através do suor e urina são os principais fatores que desencadeiam a desidratação. Nestes casos, as células tendem a reduzir a concentração de água que mantêm em si e, até que os níveis de eletrólitos sejam reequilibrados, suas funções ficam comprometidas.

Alguns dos principais eletrólitos para uma hidratação adequada são potássio, cálcio, sódio, cloreto, magnésio e fósforo, que, por sua vez, também acabam contribuindo para a prevenção de problemas como fadiga, cãibras, tontura, alteração na pressão arterial e até mesmo palpitação cardíaca.

Portanto, garantir o aporte destes micronutrientes é fundamental para que a hidratação ocorra de forma adequada e não comprometa funções vitais.

O Perfil De Minerais Nos Alimentos

Pessoa manuseando vegetais ricos em minerais

Um mesmo alimento pode apresentar um perfil de minerais diferente quando cultivado em regiões distintas. Isso porque, naturalmente, o solo e as condições ambientais de cada região variam.

Um bom exemplo é o magnésio que, como mencionamos neste artigo, costumava ser abundante em diversas regiões e, devido a determinadas práticas agrícolas e mudanças nos ciclos de cultivo, teve sua concentração significativamente reduzida nos alimentos em função do desgaste e empobrecimento do solo.

Por isso, a agricultura regenerativa vem sendo uma alternativa benéfica em diversos locais do mundo, que contrasta com práticas que visam apenas o cultivo considerado convencional, que nem sempre visa a densidade nutricional dos alimentos a serem colhidos.

Da mesma forma, a suplementação natural vem ganhando espaço na rotina alimentar de quem opta por garantir seu aporte de minerais de maneira mais prática.

Considerações Finais

Os minerais são imprescindíveis para a saúde humana, ainda que necessários em baixas quantidades. Estes micronutrientes estão envolvidos em milhares de funções do organismo, ligadas à saúde estrutural, imunidade, metabolismo, hidratação, eliminação de toxinas, equilíbrio hormonal, saúde do coração, entre outras. Infelizmente, o teor de minerais nos alimentos é significativamente menor que há algumas décadas, devido às práticas de cultivo que causam degradação dos solos, e por isso, sua ingestão pode ser complementada com a suplementação. É preferível obtê-los em sua forma quelada para um melhor proveito de suas propriedades.

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Até a próxima!

Referências:

https://draxe.com/nutrition/micronutrients/

https://aditivosingredientes.com.br/upload_arquivos/201601/2016010514230001453485729.pdf

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